Expodireto Cotrijal 2026 sedia abertura nacional da semeadura de canola

Área destinada à cultura tem crescido nos últimos anos no Brasil

A canola vem apresentando crescimento significativo em área cultivada e oportunidades de mercado nos últimos anos, consolidando-se como importante fonte de renda para o período de inverno. Na última safra, os produtores brasileiros destinaram cerca de 225 mil hectares para a oleaginosa. Para 2026, a projeção é de 380 mil hectares cultivados, aumento de 60% em relação ao ano anterior.

Os números são da Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), que nesta quarta-feira (11), durante a Expodireto Cotrijal 2026, promoveu ato simbólico para marcar a abertura nacional da semeadura da cultura. “Esse evento simboliza não apenas o início de uma nova safra, mas também o avanço de toda uma cadeia que vem se consolidando com força no Brasil”, afirmou o presidente da entidade, Vantuir Scarantti.

O dirigente ainda destacou que a canola representa a diversidade de renda para o produtor, melhoria no sistema de rotação de culturas e oportunidade para o desenvolvimento sustentável da agricultura. “O Rio Grande do Sul está preparado para liderar esse crescimento. Temos produtores qualificados, empresas comprometidas, tecnologia e um ambiente de cooperação que permite que a cultura avance cada vez mais”, enfatizou.

O Estado concentra atualmente mais de 90% da área cultivada no país, mantendo-se como principal polo de produção. Paraná e Mato Grosso do Sul apresentam avanços, mas ainda em escala menor. Na última safra, a produtividade média ficou em torno de 1,5 mil quilos por hectare, garantindo resultados considerados positivos para os produtores.

O crescimento da produtividade e da demanda foi apontado pelo presidente da Cotrijal, Nei César Manica, como importante estímulo para o investimento na cultura. “Vemos a canola como uma boa alternativa para o inverno”, defendeu.

O mercado interno absorve grande parte da produção, principalmente para a fabricação de farelo e óleo utilizados na alimentação. Com o crescimento da cultura, entretanto, começam a surgir novas possibilidades de uso, como na produção de biocombustíveis. A demanda internacional também é considerada promissora, já que a canola ocupa posição de destaque entre as oleaginosas mais produzidas no mundo.


Sementes e questões tributárias são desafios

Apesar do cenário favorável, a cultura ainda enfrenta desafios. Entre eles, segundo o presidente da Abrascanola, estão questões tributárias que impactam a comercialização do grão, além de dificuldades relacionadas a incentivos e acesso ao crédito.

Outro ponto de atenção é a dependência de sementes importadas. Atualmente, mais de 90% das sementes utilizadas no país vêm do exterior, principalmente da Austrália e dos Estados Unidos, com a Argentina surgindo recentemente como novo fornecedor. “Essa realidade exige planejamento antecipado por parte das empresas, que precisam organizar a importação com antecedência para garantir o abastecimento das lavouras na próxima safra”, conclui Scarantti.

Ainda nesta quarta-feira (11), no estande da Produção Vegetal da Cotrijal, pesquisadores debateram a importância da canola e também da carinata para o sistema de produção, como alternativas de renda para o período de inverno. Enquanto a canola é destinada principalmente para alimentação e uma pequena parte para biocombustíveis, a carinata chega como mais uma alternativa de cultivo, mas com destino específico para a produção de combustível de avião.

Por Mariliane Cassel | Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

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