36º Fórum Nacional da Soja debate estratégias para o mercado e logística portuária



Colheita da soja avança sem atrasos no Brasil, mas Rio Grande do Sul terá safra menor do que a projeção inicial

|Foto: Divulgação Expodireto Cotrijal

Evento contou com palestras do vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Junior, e do CEO da Veeries, Marcos Rubin

O público lotou o Auditório Central da Expodireto Cotrijal, na manhã desta terça-feira (10), para acompanhar o 36ª Fórum Nacional da Soja. A edição deste ano debateu soluções para o mercado e os avanços no escoamento da produção no porto de Rio Grande/RS.

O vice-presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), Guillermo Dawson Junior, palestrou sobre a reconstrução do terminal Termasa, que foi danificado durante a crise climática do Rio Grande do Sul, em 2024. A CCGL investiu R$ 680 milhões em melhorias no local, o que vai permitir um aumento da capacidade estática de 280 mil toneladas em 2024 para 400 mil toneladas em 2026.

Além disso, o Termasa poderá passar a receber navios Capesize de 150 mil toneladas. Em 2024, eram recebidos navios Panamax de 70 mil toneladas. “Esse aumento representa um potencial de renda para os produtores. O terminal em Rio Grande é uma ferramenta logística importante para a cadeia do agro. Quanto melhor for a operação em Rio Grande, maior vai ser o prêmio. Quanto maior forem os navios, menor vai ser o custo do frete”, explicou Dawson.

O novo terminal terá tecnologia de última geração, com capacidade de operar 10 milhões de toneladas por ano, somado ao terminal Tergrasa, que assumiu toda a exportação desde os problemas recorrentes da crise climática de 2024. O Termasa terá descarga, armazenamento e expedição robustos, além de uma estrutura adequada à legislação atual.

Atenção ao biocombustível

Na sequência do Fórum, Marcos Rubin, CEO da Veeries, empresa de inteligência para o agronegócio, tratou sobre o novo ciclo da soja e do milho, analisando séries históricas de produção e preço de venda dos grãos, além de tendências de mercado. Ele disse que os produtores precisam lutar pelos programas de biodiesel do país.

“Plantar soja, hoje, significa biodiesel. Essa é a nova China do Brasil. Conceitualmente, é dos programas de biodiesel que virá o crescimento”, afirmou Rubin, alertando que há um teto para as importações chinesas.

A previsão é de que o biodiesel seja responsável por uma boa fatia do crescimento nos próximos cinco anos. “Se olharmos para 2031, 30% da soja que produzimos terá como destino o biodiesel. Nós vamos precisar de 7 milhões de hectares a mais de soja, só para atender o mercado de biodiesel. É ali que está o nosso crescimento”, destacou Rubin.

O especialista relatou que a colheita da soja avança sem atrasos no país, com quebra consolidada no Rio Grande do Sul. Segundo dados da Veeries, a projeção é de produtividade de 57 sacas por hectare.

Busca por soluções

O 36º Fórum da Soja foi aberto pelo presidente da Cotrijal, Nei César Manica, que ressaltou que o evento é um palco de discussões e de busca de soluções. “Nós precisamos sair da Expodireto com encaminhamentos definidos para solucionar os temas discutidos aqui,” disse Manica.

O vice-governador do RS, Gabriel Souza, chamou atenção para a Lei nº 14.993/2024, conhecida como “Lei do Combustível do Futuro”, que regulamenta e cria programas de incentivo à produção e ao uso de combustíveis sustentáveis.

“Mais de 70% da matéria-prima do biocombustível vem da soja, outros 10% vêm da gordura animal. Nós precisamos aumentar a nossa matriz produtiva desse combustível. Nós temos tudo para melhorar a capacidade de agregação de valor do nosso produto primário, gerar emprego, renda e utilizar a produção primária da lavoura dos gaúchos dentro do Rio Grande do Sul na agroindustrialização”, disse o vice-governador.

Também participaram do painel de abertura o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder; o presidente da CCGL, Caio Cezar Vianna; o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Darci Hartmann; o presidente da FecoAgro, Paulo Cezar Pires; o secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum; e o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Gustavo Bohrer Paim.

Protocolo de intenções

No encerramento da cerimônia de abertura, foi assinado um protocolo de intenções para cooperação tecnológica entre a Seapi e a CCGL. O objetivo é integrar o uso da plataforma digital SmartCoop ao desenvolvimento de funcionalidades tecnológicas de interesse público para o setor agropecuário gaúcho.

A parceria prevê a integração de dados agroclimáticos e o desenvolvimento de ferramentas de apoio à gestão das propriedades. Também possibilitará a conexão entre a SmartCoop e o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro/RS), assim como a criação de sistemas de alertas epidemiológicos e de predisposição climática para doenças em culturas agrícolas.

Por Maiquel Rosauro | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

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