Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado
Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado –
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por lentidão nos negócios e pouca disposição de compra por parte da indústria, em um ambiente influenciado por fatores externos e pela postura cautelosa dos moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do dólar e a elevação do preço do trigo argentino provocaram alta expressiva no custo do produto importado nesta semana.
No Rio Grande do Sul, a ausência dos moinhos mantém o mercado praticamente travado, sem registros de negociações relevantes. O aumento combinado do câmbio e das cotações do trigo argentino resultou em elevação de R$ 82 por tonelada no preço final do produto importado. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume que representa entre 42% e 44% da produção.
Os preços referenciais para trigo destinado à moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada nos moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 para dezembro e R$ 1.190 para janeiro. O trigo para ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca na região de Panambi. A avaliação é de um mercado confortável do lado da indústria, sem urgência para novas aquisições.
Em Santa Catarina, o cenário também é de mercado travado, com moinhos entrando em período de férias e limitados a embarcar apenas os lotes já adquiridos. As negociações ocorrem de forma pontual e sem expressão, acompanhando a venda gradual de farinhas, cujos contratos começam a ser firmados lentamente.
No Paraná, a dinâmica permanece semelhante, com ausência de vendedores e moinhos concentrados em compras a partir de fevereiro. Os preços nominais no norte do estado giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho, enquanto vendedores pedem R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, há ofertas de R$ 1.170 para entrega em janeiro e pagamento em fevereiro, e de R$ 1.200 para entrega em fevereiro.
AGROLINK – Leonardo Gottems

