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Otimismo sobre clima americano nesta 2ªfeira pressiona cotações do milho na Bolsa de Chicago

10 de junho de 2019 - 10:49

Otimismo sobre clima americano nesta 2ªfeira pressiona cotações do milho na Bolsa de Chicago

As principias cotações registravam quedas entre 2,25 e 2,75 pontos por volta das 08h59 (horário de Brasília)

 

A semana começa com desvalorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago. As principias cotações registravam quedas entre 2,25 e 2,75 pontos por volta das 08h59 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,13, o setembro/19 valia US$ 4,21 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,31 nesta segunda-feira (10).

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, o milho caiu durante a noite, com expectativas de que os agricultores americanos vão conseguir plantar suas safras nesta semana, quando o tempo seco finalmente se deslocar para o meio-oeste.

Espera-se pouca chuva em grande parte do Cinturão do Milho nesta semana. As tempestades em Iowa e Illinois, os maiores produtores de milho e soja, serão isoladas, informou o Serviço Nacional de Meteorologia.

Sendo assim, produtores e comerciantes provavelmente ficarão de olho nos relatórios do tempo durante a semana. A safra de milho era de cerca de dois terços plantada em 2 de junho, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que atualizará seu relatório semanal de progresso da colheita nesta manhã.

“Os analistas esperam que a semeadura do milho esteja de 80% a 85% concluída a partir de ontem, diz a pesquisa da Allendale, divulgada em nota nesta manhã.

Confira como fechou o mercado na última sexta-feira:

Clima melhora nos EUA e cotações do milho caem 1% nesta 6ªfeira na Bolsa de Chicago

A semana acaba com desvalorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram quedas entre 4,25 e 5,25 pontos nesta sexta-feira (07).

O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,15, o setembro/19 valeu US$ 4,24 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,33.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho caíram mais de 1% na sexta-feira, já que o ritmo de plantio pode subir na semana que vem com previsões de tempo mais secas.

“Os EUA centrais têm o potencial de ver um clima mais seco na próxima semana, de acordo com o mais recente mapa de precipitação acumulada em 7 dias da NOAA. Pouca chuva adicional cairá no Cinturão do Milho até 14 de junho. Espera-se que os altos diurnos nos EUA centrais se mantenham abaixo do normal no início da próxima semana”, aponta Potter.

Outro ponto que permanece influenciando essa queda é a tensão comercial entre Estados Unidos e México. O presidente Donald Trump reiterou mais uma vez sua ameaça tarifária aplicada hoje no México, observando em um tweet que o país precisa começar a comprar mais produtos agrícolas dos EUA para evitar o pagamento de tarifas adicionais de 5% a partir da próxima segunda-feira.

Mercado Interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas praças que apresentaram desvalorização foram Campinas (1,30% e preço de R$ 37,92) e São Gabriel do Oeste/MS (5,45% e preço de R$ 26,00).

As valorizações apareceram em Luís Eduardo Magalhães/BA (3,45% e preço de R$ 30,00), Sorriso/MT balcão (5,26% e preço de R$ 20,00) e Sorriso/MT disponível (5,99% e preço de R$ 23,00).

Para a Agrifatto Consultoria, as negociações para as exportações brasileiras continuam aquecidas, especialmente para atender mercados da Ásia e da Europa, com os portos do arco Norte ganhando protagonismo cada vez maior.

“Considerando o surto de peste suína africana (PSA) na China, desconfia-se que o aquecimento das negociações com o milho para esses destinos, seja para atender a demanda por proteínas vivas para a China, que que deverá se ampliar no médio prazo em consequência da PSA”, dizem os analistas

Além disso, a Argentina também já se mostra como importante concorrente a disputar o mercado internacional, após registrar uma quebra de safra na temporada anterior, as vendas do país vizinho estão bastante aceleradas na temporada atual.

Data de Publicação: 10/06/2019 às 10:20hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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